Casa para quem ganha acima de R$ 5 mil

10/10/2011 17:10 - Atualizado em 10/10/2011 17:10

Fique por dentro de outras formas de comprar

 

 

 

 

 

Quem já tem em algum bem ou uma conta bancária mais gorducha se depara com um leque de opções maior no momento de buscar dinheiro para adquirir um imóvel. Por isso, agora que já esmiuçamos o crédito imobiliário tradicional, exploramos aqui as demais alternativas de compra para famílias que ganham acima de R$ 5 mil mensais. Reafirmamos a dica principal: não existe uma fórmula ideal que atenda a todos. Portanto, avalie sempre a sua situação antes de tomar qualquer iniciativa.

Quem já 

Financiamento

O crédito imobiliário é ótimo “parceiro” para a maioria das faixas de renda. Já a definição por ele depende da sua necessidade. “Se você estiver precisando de uma moradia com urgência, o financiamento será a opção ideal, pois as taxas de juros são atraentes”, esclarece Marcelo Prata, CEO do Canal do Crédito. “Mas, se quiser comprar um imóvel como investimento, melhor fazer as contas e avaliar outras modalidades.”

Refinanciamento

A lógica desse empréstimo é oferecer como garantia um imóvel próprio – obtém-se crédito de até 60% do valor desse mesmo imóvel. A casa ou o apartamento em garantia tem que estar quitado. Se por um lado o financiamento imobiliário tem taxa média melhor – 10,50% ao ano –, por outro a taxa de 12% a 17% ao ano do refinanciamento atrai mais que a do cartão de crédito ou a do cheque especial. Ao consultar os bancos, note que eles dão nomes diferentes ao produto: Crédito Aporte CAIXA, na Caixa Econômica Federal; Crédito Casa, no HSBC; CrediPersonnalité, no Itaú; e Crédito Fácil, no BM Sua Casa.

Compra programada

Disponível apenas na Rodobens Negócios Imobiliários por meio do Plano Único, essa modalidade atende àqueles que não precisam comprar um imóvel com urgência nem têm disciplina para poupar. Diferentemente do consórcio, você escolhe em quanto tempo receberá o valor (24, 36 ou 48 meses), assim como o prazo de pagamento do plano (100 ou 125 meses). Não há juros, mas a taxa de administração varia entre 19% e 29%, dependendo da modalidade escolhida. As parcelas são fixas até a liberação do crédito e, após a compra do imóvel, passam a ser atualizadas pela caderneta de poupança (TR + 0,5%). “Na prática, representa uma taxa de juros de 6% ao ano + TR”, esclarece Marcelo Prata, do Canal do Crédito. A compra programada permite adquirir imóveis que em geral ficam de fora dos financiamentos, como casas de praia e lojas. É possível usar o FGTS, seguindo as regras do fundo.

Consórcio

Pessoas se aliam para autofinanciar a compra de imóveis, em grupos com cartas de crédito de valores e prazos diferentes (o tempo médio fica entre 150 e 180 meses). Enquanto durar o consórcio, ocorrem duas ou três contemplações mensais (por sorteio e por lance). Não existe taxa de juros, mas cobram-se 20% de taxa de administração, diluída no prazo do grupo. A correção anual do saldo devedor e das parcelas é feita pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) ou pelo Custo Unitário Básico da Construção Civil (CUB). O consórcio é ideal para quem não tem pressa ou para aqueles que podem usar recursos próprios para dar um lance alto. “Quem faz consórcio em geral já tem um imóvel”, diz Paulo Alberto Rossi, presidente da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). “Quando contemplado, o consorciado conta com o poder de barganha de quemcompra à vista”, aponta. Mas há riscos: como os preços não param de subir no mercado imobiliário, é possível que, ao receber a carta de crédito, o consorciado não consiga mais comprar a moradia que tinha em mente na época do contrato. A seguir, tire suas dúvidas sobre essa alternativa de compra.

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